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Projeto de desmaterialização do Hospital de Ovar é um exemplo para o país

O presidente dos Serviços Partilhados do Sistema de Saúde (SPMS), Henrique Martins, vê com “bons olhos” o nosso projeto de desmaterialização.


O Hospital Dr. Francisco Zagalo – Ovar (HFZ-Ovar) tem sido pioneiro no processo de desmaterialização e o seu exemplo está a ser seguido por outras unidades do país, revelou o presidente dos Serviços Partilhados do Sistema de Saúde (SPMS), Henrique Martins.

“O HFZ-Ovar é um hospital pequeno, mas está a fazer uma coisa em grande que é o desafio de não ter papel nos diferentes serviços”, afirmou o responsável, no final de uma visita ao equipamento hospitalar.

“Uma coisa é tirar o papel por tirar; outra coisa é tirar o papel revisitando o processo, ter em conta a motivação das pessoas para o trabalho e, de alguma forma, criar novas soluções”, explicou Henrique Martins.

Considerando que “às vezes são os hospitais pequenos que fazem a diferença” no Serviço Nacional de Saúde (SNS), o presidente dos SPMS sustentou que numa primeira fase a unidade de Ovar não tinha recursos financeiros para desenvolver o projeto, mas não parou por causa disso. “Neste momento está a utilizar fundos comunitários para fazer uma reestruturação mais profunda, mais profissional, mais científica e enquadrada em normas internacionais”, considerou.

O “HOSP: Hospital de Ovar Sem Papel” é um projeto-piloto que foi lançado em 2017, numa sessão que contou com a presença – por videoconferência – do então ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, visando reduzir a utilização do papel na unidade, privilegiando os registos e processos eletrónicos.

“Concretamente em relação às receitas sem papel totalmente desmaterializadas, o Hospital de Ovar é já – de entre todos os hospitais do SNS – o hospital com melhor desempenho, o que continua a motivar-nos para fazer ainda mais”, disse o presidente do Conselho Diretivo do HFZ-Ovar, Luís Miguel Ferreira, agradecendo “a todos os profissionais o esforço dedicado” nesta transformação digital.

“Hoje, mais de 65 por cento dos nossos doentes saem do hospital com a sua receita sem papel, quando a média nacional ronda os 10 por cento. À nossa escala, com este projeto, hoje gastamos quase metade do papel que gastávamos no início do projeto”, concluiu Luís Miguel Ferreira.

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